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Futebol em resumo

Seis de dezembro de 2015. Mais um ano acabou, pelo menos o ano esportivo chegou ao fim, com o término do Campeonato Brasileiro. O Corinthians sendo o vencedor com todos os méritos, depois da conquista do Santos, no Paulistão do início do ano, e o Palmeiras fechando a temporada vencendo o mesmo Santos, que saíra vencedor na final do campeonato estadual, e agora é derrotado na final da Copa do Brasil.

O São Paulo tem tudo para riscar 2015 da memória. Com escândalos de ordem político-administrativo, o Tricolor suou sangue, e no final da temporada ainda conseguiu classificar-se à Libertadores. No final das contas, uma espécie de premiação a um clube que ao longo da temporada, cometeu muitos erros e se envolveu em escândalos, ainda não esclarecidos. É preciso que tudo seja colocado em pratos limpos. E rápido.

E por falar em escândalos, as duas entidades que controlam o futebol se viram envolvidas neles. Primeiro a FIFA, e posteriormente a CBF, com o presidente José Maria Marin preso desde a metade do ano em solo norte-americano, isso porque há menos de um ano o mesmo Marin fora o Presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo do ano passado. Algo inacreditável no mundo dos negócios, mas perfeitamente plausível se nos atentarmos à sujeira que ronda os bastidores do futebol.

Dentro de campo, a Seleção não convenceu, e também não venceu. Foi desclassificada da Copa América mas segue vivo nas Eliminatórias para a Copa de 2018 na Rússia. Se fosse criar um slogan para a seleção brasileira, o mesmo seria escrito dessa forma: “aprecio sem empolgação”. Depois dos 7 a 1, o alento para a seleção brasileira ainda não aconteceu.

Vasco da Gama rebaixado mais uma vez, um grande clube, apresentando um futebol pequeno, e uma organização ainda menor, com planejamento falho, e com consequências tristes a seu torcedor. O ponto positivo no futebol brasileiro é o Corinthians, o time que fora eliminado da Libertadores, mas apresentou muita regularidade e um futebol muito competente, conquistando mais uma vez o campeonato brasileiro. Tomara que a temporada atual sirva de combustível para que o país tenha uma conquista inédita, após o fiasco da Copa do Mundo disputada em casa: a conquista da medalha de ouro, na inédita olimpíada que será disputada em território nacional, na cidade do Rio de Janeiro. Que assim seja e que os deuses do olimpo, abençoem o futebol brasileiro.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Título decidido, emoção garantida!

Há quem defenda a volta dos jogos em mata-mata ao Campeonato Brasileiro. Seu principal advogado é, sem dúvida nenhuma, a Rede Globo de Televisão, a empresa de mídia que injeta milhões de reais nas contas da CBF, que a bem da verdade, já estão bem cheias. E sempre nessa época do ano, o assunto volta às páginas de mídia esportiva, com a pergunta clássica: playoffs finais ou pontos corridos?

Eu me lembro dos campeonatos brasileiros decididos de maneira eliminatória. Não dá para negar que, a emoção esteve presente em quase todos eles. No último ano de sua realização, em 2002, o torneio nacional de futebol revelou um dos times mais sensacionais no futebol brasileiro. O Santos, de Diego e Robinho, formado por Émerson Leão, que bancou a juventude em seu elenco de jogadores, recusou contratações milionárias, e no final do ano, recebeu a premiação com a conquista do título brasileiro. Entretanto, dos oito finalistas daquela competição, o Santos foi o pior colocado na tabela. E no final da competição, terminou campeão brasileiro. A pergunta que fica é: o título foi justo?

Muricy, multi campeão, está apalavrado com o Flamengo

Muricy, multi campeão, está apalavrado com o Flamengo

Difícil resposta, mas no ano seguinte, a mesma equipe formada por Leão, chegou à final da Taça Libertadores. Perdeu para o Boca Júniors, e dois anos depois, em 2004, já sem Leão no comando, venceu novamente o Brasileirão, mas desta vez com o sistema de turno e returno com pontos corridos no seu segundo ano consecutivo de aplicação no futebol brasileiro. E será que a conquista de 2004, foi mais justa do que a de 2002? Resposta prá lá de complicada, mas os dois títulos estão na galeria santista.

Há um tempo, escrevi sobre o tema neste mesmo espaço. E o questionamento que a ponderação tinha em seu título não poderia ser outro: justiça ou emoção? Creio que a própria disputa no Brasileirão desse ano serve de argumentação para responder. Afinal de contas, o campeonato mesmo com o Corinthians mostrando superioridade em toda a competição, mostrou emoção às outras torcidas. Principalmente no que se refere aos clubes classificados à Libertadores, à Copa Sul-Americana, e também com relação à zona de rebaixamento. Com todas essas nuances, e também com emoção garantida, será que exista alguém que ainda defenda a volta do mata-mata ao Brasileirão?

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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O exemplo e a vergonha

Não é de hoje que eu já havia afirmado: o Corinthians seria, mais dia menos dia, o Campeão Brasileiro de 2015. O Fato se consumou na última quinta-feira, quando o Corinthians, fora de casa, empatou com o combalido Vasco da Gama, que nem bem foi promovido à série A em 2014, luta para não ser rebaixado novamente na próxima temporada.

Escrever sobre a campanha corintiana, a competência do técnico Tite e do esquema e do estilo de jogo alvinegro já virou clichê. O time corintiano sobrou em todo o campeonato. Oitenta pontos ganhos. Trinta e seis jogos, vinte e quatro vitórias, oito empates, e, apenas quatro, quatro derrotas. Setenta gols marcados, vinte e oito sofridos, saldo positivo de quarenta e dois gois, com nada menos que setenta e quatro por cento de aproveitamento no Brasileirão. Um exemplo a ser seguido.

E depois do exemplo, a vergonha: Como um time do tamanho do São Paulo Futebol Clube passa toda a temporada de 2015 sem vencer nenhum clássico? Eliminado de todos as competições que disputou, e ainda contentar-se em ficar entre os quatro primeiros no Brasileirão, para disputar a Libertadores em 2016. Será que o torcedor são-paulino se contenta com isso.

Contentamento não é bem a palavra. Afinal mesmo entre os quatro primeiros do Brasileirão, com 52% de aproveitamento, a torcida não está nada satisfeita. Escândalos administrativos, bagunça da cartolagem, quatro técnicos no ano e jogadores completamente não comprometidos com o tamanho e com a história do clube. A consequência dessa bagunça, veio dentro do campo. 6 x 1 para o Corinthians, no jogo imediatamente posterior à conquista do título. Vergonha tricolor em 2015. E pelo que observo no clube, com dirigentes passivos e não dispostos a mudar o estado de coisas, prepare-se torcedor tricolor: nos próximos anos, o sentimento será somente a vergonha, quando o Tricolor Paulista entrar em campo.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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No meio do caminho…

Drummond que me perdoe, e Vinicius de Moraes também. Aliás, também devo pedir desculpas ao Abelardo Barbosa, o Chacrinha, aquele cuja afirmação “nada se cria, tudo se copia”, tornou-se uma máxima. E vou usar esse texto, copiando todos eles na maior cara de pau – usando e abusando dos clichês para dizer que “no meio do caminho” havia uma Seleção Brasileira, e havia uma Seleção Brasileira “no meio do caminho”.

Marcelo Andrade, jornalista, empresário da comunicação e amante da arte e da valorização do dom do brasileiro, me deu uma bronca na semana passada, antes do jogo do Brasil contra a Argentina, pelas eliminatórias da Copa de 2018, na Rússia. Marcelo brincou comigo dizendo que eu torceria contra a Seleção Brasileira, após um post meu no facebook, afirmando que eu teria dormido antes do jogo, e não ter sido alertado por minha mãe na hora da partida, tudo por conta do adiamento para o dia seguinte, por conta de fortes chuvas que deixaram o gramado do Estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, em petição de miséria. Impraticável para o jogo.

O fato é que Brasil e Argentina fizeram, na medida do possível, um bom jogo, empatando em 1 a 1. Na próxima terça-feira, o Brasil receberá o Peru. E desde então, por conta de tais partidas, o Campeonato Brasileiro, principal competição de futebol do país, parado, sem jogos, isso mesmo que a base da seleção brasileira seja formada por jogadores que nem atuam nos clubes daqui. Está certo que o líder, o Corinthians, tem vários jogadores na Seleção (Cássio, Gil, Elias, Renato Augusto), e será que mesmo com o Timão nadando de braçada no Brasileirão, tais atletas fariam falta ao time? Acho que não, mas a essa altura do campeonato, a seleção, no meio do caminho, atrapalha, e muito o Brasileirão.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Glória e desespero

Não vou iniciar a coluna com a chatice de alguns cronistas esportivos, mas é impossível não deixar de recordar sobre o que escrevi, nesse mesmo espaço para os leitores do Projeto ArtenoMovimento. Na coluna escrita em 21 de setembro eu cravei: “Faltam somente onze rodadas para o término do Brasileirão, e eu ouso a afirmar que: somente uma tragédia tira do Corinthians, o título de campeão brasileiro de 2015”

Depois do jogo de ontem contra o Atlético Mineiro, vice-líder do Campeonato Brasileiro, a afirmação de dois meses atrás fica ainda mais clara. Agora, faltando cinco rodadas para o término do Brasileirão, ou seja, quinze pontos em disputa, e a diferença do Corinthians para o Atlético subiu ainda mais, depois do chamado jogo de seis pontos. Agora, a vantagem corinthiana é de onze pontos.

Vale ressaltar mais uma vez a disposição tática, a liderança e o comando do técnico Tite, que lidera, e a meu ver também conquista o campeonato brasileiro de 2015 com todos os méritos. Mas enquanto o Alvinegro Paulista vive a glória, outro gigante do futebol brasileiro, vive momentos de desespero, faltando ainda cinco rodadas para o término do Campeonato.

É o caso do Vasco da Gama, que depois do rebaixamento em 2013, jogou a série B no ano passado, e pode retornar à segunda divisão em 2016. Desespero para seus dirigentes, comissão técnica, elenco de jogadores, e principalmente, os torcedores. A campanha neste Brasileirão é horrorosa. Em 33 partidas, o Vasco venceu apenas 7, empatou 9 e perdeu outras 17 partidas. Fez 22 gols, levou 52 e tem saldo negativo de 30 tentos. Aproveitamento inferior a 30%.

Uma performance absolutamente vergonhosa para um clube que já foi campeão brasileiro 4 vezes. E para este que vos escreve, com a disputa na parte de cima da tabela já definida a favor do Corinthians, a briga maior está na parte inferior da tabela de classificação. Ou seja, o Vasco, na última colocação, e faltando cinco rodadas para o final do campeonato, conseguirá manter-se na série A em 2016?

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Alguém supera?

Ele nasceu na cidade mineira de Três Corações, em 23 de outubro de 1940, portanto há 75 anos. Descoberto por Waldemar de Brito, chegou ao Santos com 16 anos, e aos 17 já disputou sua primeira Copa do Mundo. Inclusive, nessa competição marcou gols na final que levaram o Brasil ao primeiro, dos cinco títulos de Copa do Mundo que o país tem na sua história. O combustível não foi suficiente para que a Gasolina rendesse, e foi como Pelé, que Edson Arantes do Nascimento, escreveu sua história como o melhor jogador de futebol de todos os tempos, e conquistar o título de atleta do século.

Pelé foi ministro de estado, no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas antes levou e popularizou o futebol nos Estados Unidos. Atou em 1375 jogos, marcando nada menos que 1285 gols, feito que nenhum futebolista superou. Na última sexta-feira, dizem alguns mais antigos, que além de aniversário de Edson Arantes do Nascimento, a data marca também o nascimento do futebol, esse esporte mágico e apaixonante, que mexe com a emoção de todos os brasileiros.

Tricampeão do mundo com a Seleção Brasileira de Futebol. Bicampeão mundial defendendo o Santos. Portanto, com 29 anos, Pelé já tinha não somente o mundo do futebol a seus pés; afinal de contas ele já era pentacampeão do mundo, ou seja, três vezes com a Seleção Brasileira, e outras duas defendendo as cores do Santos Futebol Clube. Imortalizando a camisa mais importante dos clubes de futebol no mundo todo, isso porque Pelé vestia a camisa 10.

Neste espaço semanal para os leitores do Projeto Artenomovimento, vou fugir um pouco da minha característica como jornalista, que é marcada pelo excesso de senso crítico. Afinal de contas, como ser humano, homem e cidadão, Edson Arantes do Nascimento é merecedor de toda e qualquer crítica. Mas ao analisarmos seu desempenho enquanto jogador de futebol, é impossível não nos orgulharmos com o fato de que um jogador de futebol brasileiro, foi eleito o Atleta do Século, e ainda é o recordista de gols marcados, afinal de contas, mesmo depois de 40 anos do término de sua carreira, Pelé ainda tem muitos recordes a ser batido.

Nesse mês de outubro, reverenciamos o aniversariante de 75 anos, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ao meu ver ainda insuperável, por mais que os argentinos Maradona e Messi tenham chegado perto, o atleta do século, Pelé, pelo menos dentro dos gramados, é ídolo e exemplo de muitas gerações.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Onde e quando?

O futebol nunca foi, e graças a Deus, nunca será uma ciência exata. A meu ver, ele está na galeria dos esportes mais emocionantes do mundo. Não é à toa, que a Copa do Mundo, um evento mundial que ocorre a cada quatro anos, tem 30 dias de duração, e compete, de igual para igual, com a Olimpíada, um mega evento esportivo, que reúne todos os esportes, numa única cidade e durante um período menor de tempo, afinal de contas, os jogos olímpicos são disputados em 15 dias.

Mas não foi para tratar dos megaeventos que vou usar esse espaço cedido pelo Portal Artenomovimento. Como não poderia deixar de ser, o Campeonato Brasileiro de Futebol volta a ser assunto. E como eu já havia escrito, o Corinthians vem jogando muito bem, de forma compacta, ou seja, seus jogadores estão sempre próximos uns dos outros. Além disso, a marcação é feita com competência, quando o Corinthians não tem a posse de bola, e saída para o ataque é feita com rapidez e eficácia.

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Além da competência, o Corinthians também conta com a sorte. Afinal de contas, é o líder do campeonato, com 67 pontos ganhos, oito à frente do vice-líder, Atlético Mineiro, que tem 59. Na última rodada, um prêmio à competência, ou a comprovação de que para ser campeão, também é preciso contar com o fator sorte.

Isso porque o Corinthians venceu o Atlético PR, por 4 a 1, com sobras. E para aumentar ainda mais sua vantagem, o Atlético MG, concorrente direto ao título, foi goleado pelo mesmo placar em jogo contra o Sport. Diante dos fatos, eu afirmo que o Corinthians já é o Campeão Brasileiro de 2015. Só me resta apenas uma dúvida: onde e quando, a taça de campeão brasileiro será conquistada na prática.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Lavanderia tricolor

Quem acompanha o futebol há muitos anos como este que vos escreve, deve, com certeza, estar envergonhado. Principalmente com os acontecimentos políticos lamentáveis que foram protagonizados pelos diretores do São Paulo Futebol Clube. Um ano e meio depois de ter sido eleito, o outrora progressista dos anos 80, Carlos Miguel Aidar, renunciou ao mandato de presidente do Tricolor, cuja gestão estava programada para se encerrar em abril de 2017.

Aidar, inclusive, está limpando suas gavetas no Morumbi. Notas publicadas na mídia, dão conta que o Presidente e o ex-diretor de futebol, Ataíde Gil Guerrero teriam chegado às vias de fato. Entre outros fatos, o contrato com a fornecedora de material esportivo, a compra dos direitos federativos e econômicos de alguns atletas, acumulando ao clube cerca de R$ 160 milhões em dívidas. Isso sem nos esquecermos das declarações polêmicas envolvendo clubes rivais, além de picuinhas com outros membros da cúpula diretiva. Além disso, contratações e vendas de jogadores executadas sob condições obscuras. É fato: política e administrativamente, o clube está uma bagunça. Duas perguntas merecem ser feitas: por que tantas dívidas, se o clube consegue realizar vendas de seus atletas? E onde foi parar o dinheiro?

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O técnico Juan Carlos Osório chegou ao time com status e filosofia europeia de trabalho. Mexeu, e muito, com seus atletas, adversários e também com a mídia esportiva. Recebeu proposta da Seleção Mexicana, e deixou o clube em meio à disputa de duas importantes competições. Num momento decisivo em relação ao Campeonato Brasileiro e à Copa do Brasil. Embora no G4 do Brasileirão, e semifinalista da Copa do Brasil, fora das quatro linhas, o momento não é dos melhores.

Todos os membros da diretoria colocaram seus cargos à disposição. Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo assumiu o clube até que novas eleições sejam convocadas. Segundo o estatuto do clube, a cúpula são-paulina tem 30 dias para fazer isso. O São Paulo ainda deve valores de salário e direitos de imagens aos seus atletas. Surpreendentemente, o time vai bem nas duas competições que disputa. Entretanto, os escândalos e a lavanderia de roupa suja expõem fatos administrativos, operacionais e financeiros lamentáveis. Dentro de campo, Doriva foi contratado para dar continuidade ao trabalho de Osório. Mas a pergunta a ser feita é: será que o São Paulo consegue se reorganizar política, econômica e administrativamente? Só os fatos e o tempo poderão nos dar tal resposta.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Profissionalmente amador

A ambiguidade na escolha do título para a coluna semanal sobre esportes para o Projeto ArtenoMovimento é proposital. E citar a palavra amadorismo, num dos principais clubes de futebol do Brasil, das Américas e do Mundo, soa muito estranho. Muitos vão afirmar que eu estou com a corneta em punho, levando em consideração apenas o meu lado torcedor para falar sobre o São Paulo Futebol Clube. Mas não é isso, o fato é que o clube e sua atrapalhada diretoria vem fazendo lambança, e faz tempo.

Tudo começou com o atual grupo político tricolor. Juvenal Juvêncio, quando era presidente do São Paulo, mudou o estatuto do clube na base da canetada para ampliar o seu mandato em um ano. Depois da saída de Juvêncio, seu sucessor pertencente ao mesmo grupo político, Carlos Miguel Aidar, foi eleito presidente do clube. Ele, que nos anos 80, comandou o time entre 1984 e 1987, conquistando entre outros títulos, o Paulista de 1985 e o Brasileiro de 1986 (com apenas 4 derrotas num campeonato com mais de 80 times); trinta anos depois, parece ter regredido no tempo.

Seu mandato atual iniciado em abril de 2014, já começou com lambanças. Aidar chegou provocando um rival, tirou Alan Kardec do Palmeiras, num momento em que o jogador discutia a renovação de contrato com o time de Palestra Itália. Isso tendo em seu elenco, um jogador da mesma posição que Kardec, tão artilheiro quanto, além de ídolo da torcida: Luís Fabiano. Não contente em um jogador do Palmeiras, o São Paulo ainda tirou o volante Wesley do time verde e branco. Um jogador comum, que não fez brilhar os olhos do torcedor são-paulino desde que desembarcou no Morumbi.

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Depois foi o envolvimento de sua namorada na escolha da empresa fornecedora de material esportivo. O caso vazou na imprensa, e o clube, tradicionalmente conhecido por resolver suas pendências intramuros; fez o caso chegar às páginas dos jornais, no rádio e na televisão. Um prato bem cheio para pauta da imprensa esportiva.

Mais recentemente outros dois episódios que reforçam o amadorismo na administração tricolor. O primeiro se refere à demora na obtenção de uma empresa patrocinadora máster no uniforme. Qualquer clube médio ou grande do país, teria reduzido as exigências para lucrar alguma quantia com sua camisa. Mas para o presidente são-paulino, mesmo em tempos de crise econômica geral no país, os valores oferecidos pelas possíveis futuras patrocinadores não agradaram à diretoria tricolor. E por conta disso, o clube está há mais de seis meses sem patrocinador fixo.

O segundo episódio refere-se à escolha do treinador. Muricy Ramalho, por problemas de saúde, deixou o São Paulo em maio deste ano. Por muitas rodadas, o clube ficou sob o comando do “eterno auxiliar” e tapa buraco, Milton Cruz. Depois de algumas tentativas frustradas com treinadores estrangeiros, o colombiano Juan Carlos Osório assumiu o comando. Mudou o estilo de jogo do time, caiu nas graças do elenco, da torcida e da imprensa, mas agora recebe uma proposta da Seleção Mexicana e cogita deixar o clube.

Fico pensando quais termos e que raios de acordo foi o assinado entre Osório e a diretoria do São Paulo. Há três rodadas, o colombiano mencionou a proposta da seleção mexicana, enfatizou seu desejo em dirigir uma seleção na próxima copa do mundo, e sua saída do comando técnico do São Paulo é quase tão certo como dois e dois são quatro. E existe um substituto? Óbvio que não! E por que não fazer um contrato que impedisse, ou previsse esse tipo de evento? Surpresa ou amadorismo?

Agora o time no G4 do Brasileirão e na semifinal da Copa do Brasil corre risco de ficar novamente sem treinador para a sequência da temporada. Esse é o tipo de gestão “ profissional” que os dirigentes do São Paulo implementa no clube? Por mais paradoxal que possa parecer, doses cavalares de amadorismo estão sendo aplicadas na administração do São Paulo F.C.

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Que golaço!

Romário foi o jogador que fez a Seleção Brasileira vencer uma Copa do Mundo, depois de 24 anos de jejum. É verdade que, a final da Copa dos EUA, em 1994, foi decidida pela primeira vez na cobrança de penalidades máximas. Depois de um empate sem gols no tempo normal e também na prorrogação. Romário foi decisivo durante todo o mundial, marcou o gol de pênalti na decisão final, e um ano antes, na disputa do jogo final das eliminatórias, contra o Uruguai no Maracanã, ele também marcou os dois gols brasileiros contra o Uruguai, que garantiram o país naquela que seria a décima quinta Copa do Mundo da história.

Romário é obstinado. Perseguiu a mesma marca de Pelé, de chegar mil vezes às redes adversárias. Conseguiu, de forma bem diferente do Rei, é verdade. Muitos dizem que foi à duras penas e com as “calças na mão”. Mas história é história, e eu não me importo. O Baixinho está na galeria dos melhores jogadores que essas retinas já viram nos gramados pelo mundo afora. Um craque na essência da palavra.

Mas o maior de seus gols não foi marcado dentro das quatro linhas. Eu considero Romário um dos políticos mais atuantes da história. E olha que o Baixinho queimou a minha língua. Ou a ponta dos meus dedos, diga-se de passagem. Afinal de contas, eu não costumo elogiar políticos em minhas tribunas. E ainda taxei o Baixinho de oportunista, ao entrar na política. Ledo engano, pois vale a pena pôr a mão no fogo por Romário. Eu, que não costumo elogiar políticos, desta vez, dou a mão à palmatória.

Afinal de contas, nessa semana Romário, que é um dos maiores críticos da administração de Joseph Blatter, presidente da FIFA, e também preside a CPI do Futebol no Senado em Brasília, usou seu perfil em uma rede social para falar sobre a importância do acontecimento.

Foram palavras de Romário: “A Justiça suíça finalmente chegou ao presidente da Fifa, Joseph Blatter. O dirigente da entidade está sendo processado por gestão criminosa e suspeita de apropriação indébita. Dei uma entrevista semana passada para a Gazzeta Dello Sport” (Jornal da Itália), me perguntaram se o Michel Platini, seria um bom nome para substituir o Blatter, respondi que Platini era da mesma escola do atual presidente da Fifa”, escreveu Romário.

Além disso, Romário também afirmou que é preciso “fazer uma limpeza” no futebol e lembrou da luta dele para investigar o futebol brasileiro com a CPI. Segundo o ex-jogador e agora Senador, o país é “referência para o mundo, quando se fala de futebol”. Romário ainda afirmou que o país não pode continuar exportando uma imagem de corrupção e má gestão na administração do futebol “O futebol é nosso cartão de visitas, nossa identidade. A CPI do Futebol é fundamental neste processo. É fundamental que o parlamento brasileiro dê a sua contribuição. Como presidente da CPI, estou empenhado nas investigações, mas é preciso o apoio de todos os parlamentares”; concluiu Romário.

Foi ou não foi mais um golaço do Baixinho?

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