Nunca questionem

Nunca questionem,
Se tu és amado,
Amem,
Nunca questionem,
Ser-se-ão perdoados,
Ou terão de perdoar,
Perdoem as ofensas,
Perdoar,
Um ato nobre,
Uma alma em evolução,
Perdoem,
Pois no ato de perdoar,
Vocês se libertam,
E alçam voos,
As moradas elevadas,
Dos planos superiores,
Nunca questionam,
A perda de amigos,
Que se afastaram de vós,
Por algum motivo,
Motivos deles,
Seus motivos,
Procure novos amigos,
Pois o novo é sempre,
Um elemento que se fará,
Na vida de todos nós,
O novo,
Sempre estaremos,
Renovando e renovando,
Então aprendam a viver,
Livres de preconceitos,
De defeitos,
Não se prendam a julgar,
Julguem-se,
Será que sou feliz agindo assim,
Se a resposta for,
Não,
Voem a mente,
Deixe a mente livre,
Não pare sua mente alma,
Em pensamentos negativos,
Voe e conquiste,
A liberdade de amar,
De se sentir feliz,
Se o outro se perjura,
Na loucura,
Nos erros,
E se multiplica no negativismo,
Não ligue,
Alce voos,
Conquiste espaço,
O multicolorido do arco íris,
As flores,
As lições de amores,
Que a vida,
Já lhe deu,
E credes que nós sempre,
Estaremos prestes a aliviar,
As vossas chagas,
Se cicatrização,
Amenizar-se-ão,
E se elevarão,
Em atos positivos,
Sorria para vida,
E a vida sorrira para vós,
A todos vós,
Um amor,
Uma caricia,
Um desprender,
De um novo dia.

Tata e Zú.
Mensageiros do Amor.
Médium responsável.
Nirvana Maria.

Nirvana Maria Amaral mora em Ribeirão Pires, é escritora e pintora espirita, psicógrafa desde 2005 com Ajuda dos Mensageiros do Amor. Autora do livro AH! SE EU PUDESSE FALAR.

Contato: nirvanaamaral@gmail.com ou www.facebook.com/nirvanamaria.amaral

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Canteiros de Obras

E o ser ali,
A olhar o,
Seu canteiro de Obras,
E as Obras,
Cadê as Obras?
Do ser,
Mato, devastação,
Nada de edificação,
No canteiro de Obras,
Pobre ser,
Tremulo,
Apavorado,
E agora o que iria,
Ser,
Do seu ser,
E um arrependimento,
Um transtorno,
Uma luta entra e percorre,
As entranhas do ser,
E agora?
Porque não soube,
Escutar e se elevar,
Nas suas Obras,
No canteiro de Obras,
Do seu ser,
E olhe que teve ajuda,
De pedreiro e engenheiros,
Querendo lhe alertar,
Construa alma,
No seu ser,
Para se elevar,
Edifique em seu ser,
No seu canteiro de Obras,
Edifique,
Faça crescer,
Algo em seu,
Canteiro de Obras,
Jardim de amor,
Um edifício de paz,
Uma casa para os animais,
Doe ser,
Doe o amor,
E o ser ali,
Só pensando,
Em futilidade,
E o mato a crescer,
Em seu canteiro de Obras,
Do ser,
E agora chega,
O engenheiro,
E os pedreiros,
E os ajudantes de pedreiros,
E diz ao ser,
– O fim próximo,
O epilogo e tu,
Nada acrescentou no,
Seu evoluir,
No seu partir,
No seu canteiro de Obras,
Ah! As Obras nossas,
Obras,
Nossos feitos,
Nossas só nossas,
Glorias,
E o ser ali,
Na sua inglória,
Sem seu canteiro de obras,
E o ser num frenesi,
Num desespero,
Implora,
Uma chance,
Que daqui,
Para diante,
O seu canteiro de Obras,
Terá outro destino,
O destino de ser,
Um canteiro de flores,
Um canteiro de amores,
Um canteiro,
E bem no centro, no meio,
Do canteiro de Obras,
Um edifício de doação,
De perseverança,
De utilidade,
E em volta do canteiro,
Flores, amores,
E um doar,
Um constante doar,
E o ser depois de lutas e lutas,
Consegui-o, ele,
Cumpriu o que determinou,
Hoje o ser,
Um ser amor,
Um ser doar,
Um ser a acrescentar,
E no canteiro de obras,
Um louvor,
E uma placa na,
Porta de entrada,
Seja bem vindo,
Venha compartilhar comigo,
Um crescer,
Um doar,
Ah! Ser tu conseguiu,
Tu te elevaste,
Parabéns a ti,
Ser do amor.

Anita.
Mensageiros do Amor.
Médium responsável.
Nirvana Maria.

Nirvana Maria Amaral mora em Ribeirão Pires, é escritora e pintora espirita, psicógrafa desde 2005 com Ajuda dos Mensageiros do Amor. Autora do livro AH! SE EU PUDESSE FALAR.

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Alguém supera?

Ele nasceu na cidade mineira de Três Corações, em 23 de outubro de 1940, portanto há 75 anos. Descoberto por Waldemar de Brito, chegou ao Santos com 16 anos, e aos 17 já disputou sua primeira Copa do Mundo. Inclusive, nessa competição marcou gols na final que levaram o Brasil ao primeiro, dos cinco títulos de Copa do Mundo que o país tem na sua história. O combustível não foi suficiente para que a Gasolina rendesse, e foi como Pelé, que Edson Arantes do Nascimento, escreveu sua história como o melhor jogador de futebol de todos os tempos, e conquistar o título de atleta do século.

Pelé foi ministro de estado, no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas antes levou e popularizou o futebol nos Estados Unidos. Atou em 1375 jogos, marcando nada menos que 1285 gols, feito que nenhum futebolista superou. Na última sexta-feira, dizem alguns mais antigos, que além de aniversário de Edson Arantes do Nascimento, a data marca também o nascimento do futebol, esse esporte mágico e apaixonante, que mexe com a emoção de todos os brasileiros.

Tricampeão do mundo com a Seleção Brasileira de Futebol. Bicampeão mundial defendendo o Santos. Portanto, com 29 anos, Pelé já tinha não somente o mundo do futebol a seus pés; afinal de contas ele já era pentacampeão do mundo, ou seja, três vezes com a Seleção Brasileira, e outras duas defendendo as cores do Santos Futebol Clube. Imortalizando a camisa mais importante dos clubes de futebol no mundo todo, isso porque Pelé vestia a camisa 10.

Neste espaço semanal para os leitores do Projeto Artenomovimento, vou fugir um pouco da minha característica como jornalista, que é marcada pelo excesso de senso crítico. Afinal de contas, como ser humano, homem e cidadão, Edson Arantes do Nascimento é merecedor de toda e qualquer crítica. Mas ao analisarmos seu desempenho enquanto jogador de futebol, é impossível não nos orgulharmos com o fato de que um jogador de futebol brasileiro, foi eleito o Atleta do Século, e ainda é o recordista de gols marcados, afinal de contas, mesmo depois de 40 anos do término de sua carreira, Pelé ainda tem muitos recordes a ser batido.

Nesse mês de outubro, reverenciamos o aniversariante de 75 anos, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ao meu ver ainda insuperável, por mais que os argentinos Maradona e Messi tenham chegado perto, o atleta do século, Pelé, pelo menos dentro dos gramados, é ídolo e exemplo de muitas gerações.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Ah! A vida indefinida

Ah! A vida indefinida,
Compartilhada em partículas,
De idas e vindas,
As vindas,
Às vezes triste, doloridas,
Pois teremos de passar,
Pelas provas, que deixamos,
De cumprir,
Em outras vindas,
E a vinda,
Fecha o circulo,
O epilogo,
Chega ao fim,
E o fim,
Às vezes na maioria,
Deixamos de cumprir,
O que tínhamos,
De cumprir,
Então novas vindas,
Novos caminhos,
Até que acordamos,
E a nossa alma supera,
E sai vencedora,
Quanto tempo desperdiçados,
Quanto acumulo de dividas,
Quanta desesperança,
Quantas lagrimas,
Às vezes repartidas,
E às vezes desperdiçadas,
Provocando lagrimas,
No alheio,
E eu digo,
Pausem os vossos tempo,
Se iluminando,
Esclarecendo,
Que somos imortais,
E temos de nos iluminarmos,
E aos retardatários um apelo,
Um proposito,
Não se escravizem,
No não,
No desprezo pelo alheio,
Porque um dia,
O epilogo,
Virá,
E exigirá de nós,
Um epilogo de dor,
De transtorno,
E a voz da razão,
Terá de falar,
Mais alto,
Do que a emoção,
Aqui se faz,
Aqui se paga,
Aqui se eleva,
Aqui se liberta,
Das lagrimas,
E dos apelos em vão.

Zoroastro.
Mensageiros do Amor.
Médium responsável.
Nirvana Maria.

Nirvana Maria Amaral mora em Ribeirão Pires, é escritora e pintora espirita, psicógrafa desde 2005 com Ajuda dos Mensageiros do Amor. Autora do livro AH! SE EU PUDESSE FALAR.

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Onde e quando?

O futebol nunca foi, e graças a Deus, nunca será uma ciência exata. A meu ver, ele está na galeria dos esportes mais emocionantes do mundo. Não é à toa, que a Copa do Mundo, um evento mundial que ocorre a cada quatro anos, tem 30 dias de duração, e compete, de igual para igual, com a Olimpíada, um mega evento esportivo, que reúne todos os esportes, numa única cidade e durante um período menor de tempo, afinal de contas, os jogos olímpicos são disputados em 15 dias.

Mas não foi para tratar dos megaeventos que vou usar esse espaço cedido pelo Portal Artenomovimento. Como não poderia deixar de ser, o Campeonato Brasileiro de Futebol volta a ser assunto. E como eu já havia escrito, o Corinthians vem jogando muito bem, de forma compacta, ou seja, seus jogadores estão sempre próximos uns dos outros. Além disso, a marcação é feita com competência, quando o Corinthians não tem a posse de bola, e saída para o ataque é feita com rapidez e eficácia.

boleito

Além da competência, o Corinthians também conta com a sorte. Afinal de contas, é o líder do campeonato, com 67 pontos ganhos, oito à frente do vice-líder, Atlético Mineiro, que tem 59. Na última rodada, um prêmio à competência, ou a comprovação de que para ser campeão, também é preciso contar com o fator sorte.

Isso porque o Corinthians venceu o Atlético PR, por 4 a 1, com sobras. E para aumentar ainda mais sua vantagem, o Atlético MG, concorrente direto ao título, foi goleado pelo mesmo placar em jogo contra o Sport. Diante dos fatos, eu afirmo que o Corinthians já é o Campeão Brasileiro de 2015. Só me resta apenas uma dúvida: onde e quando, a taça de campeão brasileiro será conquistada na prática.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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A Justiça do tempo

Com o dinheiro batendo no coração da sociedade, é natural que um se considere melhor que o outro. Isso parece que sempre existiu e provavelmente partiremos sem uma solução ou explicação coerente.

Porém, quando tiramos “a roupa” da vida, deixando ela nuazinha do orgulho e da personalidade, percebemos um detalhe crucial, projetado por Deus, que enaltece a justiça e nos deixa claro que somos dependentes de uma coisa fatal: o tempo.

estrada

Você consegue afirmar e garantir o que fará amanhã? Quantos planejamentos e oportunidades você já perdeu por questões de segundos?

O imprevisível parece uma arte divina, para temperar os nossos dias aqui na Terra e ainda afirmar que para o Criador temos o mesmo valor, independente de credo, cor ou bolso, Ele nos ama incondicionalmente.

Marcelo Andrade trabalha na produtoramc e é autor do livro O Evangelho das Ruas. Clique aqui e adquira o seu exemplar com frete grátis!

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Tudo é transitório

Nada é para sempre,
E o sempre só é um presente,
Quando nós elevamos,
E nos fazemos,
Presente,
Presente no ser,
Um presente em alimentar,
Em nós,
Um futuro,
De amor,
Um amor a todos,
E ausente de nós,
Os conflitos, as dores,
Os distúrbios de,
Concentramos só em nós,
Só nós,
Por isto eu digo,
Que nada é o sempre,
Que podemos mudar e mudar,
E que temos o direito,
E o dever de mudarmos,
Fazendo deste sempre,
Um sempre melhor,
Um sempre de alegrias,
De virtudes,
Distribuindo por,
Onde passamos,
Sempre flores,
Amores,
E que saibamos,
Colher,
As flores a beira,
Dos caminhos,
Ah! Os caminhos em torno,
De nós,
Às vezes cheios de espinhos,
Mas as rosas também,
Tem espinhos,
E se conseguirmos,
Tirar da rosa os espinhos,
Ah! A rosa bela, faceira,
Graciosa,
Como é bela a vida,
Vida rosa,
Para ser vivida,
Para ser transmitida,
Do finito ao infinito,
Desejo a todos vós,
Do finito e do infinito,
Um lindo buque de rosas,
Sem espinhos,
E das rosas,
O perfume,
A beleza,
A todos um porvir de aventuras,
De alegria mil,
E a todos,
Mil rosas,
Mil.

Tadeu.
Mensageiros do Amor.
Médium responsável.
Nirvana Maria.

Nirvana Maria Amaral mora em Ribeirão Pires, é escritora e pintora espirita, psicógrafa desde 2005 com Ajuda dos Mensageiros do Amor. Autora do livro AH! SE EU PUDESSE FALAR.

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Lavanderia tricolor

Quem acompanha o futebol há muitos anos como este que vos escreve, deve, com certeza, estar envergonhado. Principalmente com os acontecimentos políticos lamentáveis que foram protagonizados pelos diretores do São Paulo Futebol Clube. Um ano e meio depois de ter sido eleito, o outrora progressista dos anos 80, Carlos Miguel Aidar, renunciou ao mandato de presidente do Tricolor, cuja gestão estava programada para se encerrar em abril de 2017.

Aidar, inclusive, está limpando suas gavetas no Morumbi. Notas publicadas na mídia, dão conta que o Presidente e o ex-diretor de futebol, Ataíde Gil Guerrero teriam chegado às vias de fato. Entre outros fatos, o contrato com a fornecedora de material esportivo, a compra dos direitos federativos e econômicos de alguns atletas, acumulando ao clube cerca de R$ 160 milhões em dívidas. Isso sem nos esquecermos das declarações polêmicas envolvendo clubes rivais, além de picuinhas com outros membros da cúpula diretiva. Além disso, contratações e vendas de jogadores executadas sob condições obscuras. É fato: política e administrativamente, o clube está uma bagunça. Duas perguntas merecem ser feitas: por que tantas dívidas, se o clube consegue realizar vendas de seus atletas? E onde foi parar o dinheiro?

muricy

O técnico Juan Carlos Osório chegou ao time com status e filosofia europeia de trabalho. Mexeu, e muito, com seus atletas, adversários e também com a mídia esportiva. Recebeu proposta da Seleção Mexicana, e deixou o clube em meio à disputa de duas importantes competições. Num momento decisivo em relação ao Campeonato Brasileiro e à Copa do Brasil. Embora no G4 do Brasileirão, e semifinalista da Copa do Brasil, fora das quatro linhas, o momento não é dos melhores.

Todos os membros da diretoria colocaram seus cargos à disposição. Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo assumiu o clube até que novas eleições sejam convocadas. Segundo o estatuto do clube, a cúpula são-paulina tem 30 dias para fazer isso. O São Paulo ainda deve valores de salário e direitos de imagens aos seus atletas. Surpreendentemente, o time vai bem nas duas competições que disputa. Entretanto, os escândalos e a lavanderia de roupa suja expõem fatos administrativos, operacionais e financeiros lamentáveis. Dentro de campo, Doriva foi contratado para dar continuidade ao trabalho de Osório. Mas a pergunta a ser feita é: será que o São Paulo consegue se reorganizar política, econômica e administrativamente? Só os fatos e o tempo poderão nos dar tal resposta.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Profissionalmente amador

A ambiguidade na escolha do título para a coluna semanal sobre esportes para o Projeto ArtenoMovimento é proposital. E citar a palavra amadorismo, num dos principais clubes de futebol do Brasil, das Américas e do Mundo, soa muito estranho. Muitos vão afirmar que eu estou com a corneta em punho, levando em consideração apenas o meu lado torcedor para falar sobre o São Paulo Futebol Clube. Mas não é isso, o fato é que o clube e sua atrapalhada diretoria vem fazendo lambança, e faz tempo.

Tudo começou com o atual grupo político tricolor. Juvenal Juvêncio, quando era presidente do São Paulo, mudou o estatuto do clube na base da canetada para ampliar o seu mandato em um ano. Depois da saída de Juvêncio, seu sucessor pertencente ao mesmo grupo político, Carlos Miguel Aidar, foi eleito presidente do clube. Ele, que nos anos 80, comandou o time entre 1984 e 1987, conquistando entre outros títulos, o Paulista de 1985 e o Brasileiro de 1986 (com apenas 4 derrotas num campeonato com mais de 80 times); trinta anos depois, parece ter regredido no tempo.

Seu mandato atual iniciado em abril de 2014, já começou com lambanças. Aidar chegou provocando um rival, tirou Alan Kardec do Palmeiras, num momento em que o jogador discutia a renovação de contrato com o time de Palestra Itália. Isso tendo em seu elenco, um jogador da mesma posição que Kardec, tão artilheiro quanto, além de ídolo da torcida: Luís Fabiano. Não contente em um jogador do Palmeiras, o São Paulo ainda tirou o volante Wesley do time verde e branco. Um jogador comum, que não fez brilhar os olhos do torcedor são-paulino desde que desembarcou no Morumbi.

muricy

Depois foi o envolvimento de sua namorada na escolha da empresa fornecedora de material esportivo. O caso vazou na imprensa, e o clube, tradicionalmente conhecido por resolver suas pendências intramuros; fez o caso chegar às páginas dos jornais, no rádio e na televisão. Um prato bem cheio para pauta da imprensa esportiva.

Mais recentemente outros dois episódios que reforçam o amadorismo na administração tricolor. O primeiro se refere à demora na obtenção de uma empresa patrocinadora máster no uniforme. Qualquer clube médio ou grande do país, teria reduzido as exigências para lucrar alguma quantia com sua camisa. Mas para o presidente são-paulino, mesmo em tempos de crise econômica geral no país, os valores oferecidos pelas possíveis futuras patrocinadores não agradaram à diretoria tricolor. E por conta disso, o clube está há mais de seis meses sem patrocinador fixo.

O segundo episódio refere-se à escolha do treinador. Muricy Ramalho, por problemas de saúde, deixou o São Paulo em maio deste ano. Por muitas rodadas, o clube ficou sob o comando do “eterno auxiliar” e tapa buraco, Milton Cruz. Depois de algumas tentativas frustradas com treinadores estrangeiros, o colombiano Juan Carlos Osório assumiu o comando. Mudou o estilo de jogo do time, caiu nas graças do elenco, da torcida e da imprensa, mas agora recebe uma proposta da Seleção Mexicana e cogita deixar o clube.

Fico pensando quais termos e que raios de acordo foi o assinado entre Osório e a diretoria do São Paulo. Há três rodadas, o colombiano mencionou a proposta da seleção mexicana, enfatizou seu desejo em dirigir uma seleção na próxima copa do mundo, e sua saída do comando técnico do São Paulo é quase tão certo como dois e dois são quatro. E existe um substituto? Óbvio que não! E por que não fazer um contrato que impedisse, ou previsse esse tipo de evento? Surpresa ou amadorismo?

Agora o time no G4 do Brasileirão e na semifinal da Copa do Brasil corre risco de ficar novamente sem treinador para a sequência da temporada. Esse é o tipo de gestão “ profissional” que os dirigentes do São Paulo implementa no clube? Por mais paradoxal que possa parecer, doses cavalares de amadorismo estão sendo aplicadas na administração do São Paulo F.C.

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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Que golaço!

Romário foi o jogador que fez a Seleção Brasileira vencer uma Copa do Mundo, depois de 24 anos de jejum. É verdade que, a final da Copa dos EUA, em 1994, foi decidida pela primeira vez na cobrança de penalidades máximas. Depois de um empate sem gols no tempo normal e também na prorrogação. Romário foi decisivo durante todo o mundial, marcou o gol de pênalti na decisão final, e um ano antes, na disputa do jogo final das eliminatórias, contra o Uruguai no Maracanã, ele também marcou os dois gols brasileiros contra o Uruguai, que garantiram o país naquela que seria a décima quinta Copa do Mundo da história.

Romário é obstinado. Perseguiu a mesma marca de Pelé, de chegar mil vezes às redes adversárias. Conseguiu, de forma bem diferente do Rei, é verdade. Muitos dizem que foi à duras penas e com as “calças na mão”. Mas história é história, e eu não me importo. O Baixinho está na galeria dos melhores jogadores que essas retinas já viram nos gramados pelo mundo afora. Um craque na essência da palavra.

Mas o maior de seus gols não foi marcado dentro das quatro linhas. Eu considero Romário um dos políticos mais atuantes da história. E olha que o Baixinho queimou a minha língua. Ou a ponta dos meus dedos, diga-se de passagem. Afinal de contas, eu não costumo elogiar políticos em minhas tribunas. E ainda taxei o Baixinho de oportunista, ao entrar na política. Ledo engano, pois vale a pena pôr a mão no fogo por Romário. Eu, que não costumo elogiar políticos, desta vez, dou a mão à palmatória.

Afinal de contas, nessa semana Romário, que é um dos maiores críticos da administração de Joseph Blatter, presidente da FIFA, e também preside a CPI do Futebol no Senado em Brasília, usou seu perfil em uma rede social para falar sobre a importância do acontecimento.

Foram palavras de Romário: “A Justiça suíça finalmente chegou ao presidente da Fifa, Joseph Blatter. O dirigente da entidade está sendo processado por gestão criminosa e suspeita de apropriação indébita. Dei uma entrevista semana passada para a Gazzeta Dello Sport” (Jornal da Itália), me perguntaram se o Michel Platini, seria um bom nome para substituir o Blatter, respondi que Platini era da mesma escola do atual presidente da Fifa”, escreveu Romário.

Além disso, Romário também afirmou que é preciso “fazer uma limpeza” no futebol e lembrou da luta dele para investigar o futebol brasileiro com a CPI. Segundo o ex-jogador e agora Senador, o país é “referência para o mundo, quando se fala de futebol”. Romário ainda afirmou que o país não pode continuar exportando uma imagem de corrupção e má gestão na administração do futebol “O futebol é nosso cartão de visitas, nossa identidade. A CPI do Futebol é fundamental neste processo. É fundamental que o parlamento brasileiro dê a sua contribuição. Como presidente da CPI, estou empenhado nas investigações, mas é preciso o apoio de todos os parlamentares”; concluiu Romário.

Foi ou não foi mais um golaço do Baixinho?

Ivan Marconato é jornalista pela FMU-SP e pós graduado em Letras pela Unibam. Trabalhou em empresas de comunicação como a NET, na qual escrevia para o Jornal Em Foco. Foi finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999. Desde 2008 até os dias atuais escreve para a Revista Visão, publicação trimestral da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Contato: ilmrocha@yahoo.com.br

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