Encontrados 112 resultados para o termo: Rafael silvestre

74 ANOS, PARABÉNS PAI!

Vírgula para nascer, dois arrebentos de alma para frutificar. Daí, ladeira abaixo em 74 sorrisos:

 

Uma vida de honra.

Homem na base do supetão.

Orgulho, fortaleza, compaixão.

Humildade, passos retos, certeza da criação.

Noites de amor. Todas.

Carinho na barriga, salvamento, vários…

Doses divididas, das quentes às frias.

Brisa, muitas brisas…

Prazeres em terror, em sustos, em dor. Doença, bronquite, passou, passou!!!

Amizade transcendental, de pai para filho, como tal.

Valor no fio de bigode, de cavanhaque, no “comigo ninguém pode”.

Inveja tratada como merda.

Loucura por entre a pele, no abraço, no choro, na osmose do aprendizado.

Homem para incertezas alheias, fazer o quê!!!

Percevejo e violão também.

Truco, seis, nove, doze. Pato, próximo!!!

Uma semente no coração. Uma semana de solidão.

Ensinamentos de olhar, sem piscar, no olhar de pai.

Orgulho, orgulho, orgulho.

Na porrada sempre vale, pois é!

Tortura de paixão, no excesso, na gratidão de tudo.

Experiência de rua. De rua, vacilão!!!

Rua de encontro, todo dia, por anos. Jornalista e porteiro. Porteiro e Jornalista.

Flores decoradas em dias de balão.

Balão, resgate, balão, resgate, não pode, moleque, você tem profissão!!!

Sinceridade em olhares de riso. Muitos risos, piadeiro do caralho!

Licença para passar.

Porrada nas ventas se não pedir licença.

Me dê licença, por favor?

Passe. Passe escolar. Estude para honrar, filho!

Política, cor, política, social, ajuda, cor. Amor pela política.

São Paulo Futebol Clube. Curva sem volta.

São Paulo Futebol Clube. Gritos, choros, campeões para sempre!

Tricolor de boca e união.

Luta. Luta. Luta, menino, luta!

Foi assim, Presidente Prudente, São Paulo, Grajaú, sem fim!!!

Uma tilápia, pescador de represa.

Duas tilápias e história para contar.

Um oceano de referências, ondas gigantes.

Um mundo de conquistas, mares, luares.

Um universo de transmissões.

Um infinito de possibilidades.

Uma única possibilidade: amar você, pai.

Pai de três.

Pai e avô.

Pai e avô, na marra.

20, 35, 60, 74.

Números só da sena, na sua quina sem querer.

Pegamos R$ 600,00

Confidência disso, cacete. Vão pegar nosso jogo.

Noites para estrelas.

Cabeça baixa pelo perigo do medo.

Utopia essa, a vida é chute em porta!!!

Segurança, metalúrgico, porteiro, prestador de alegrias.

Coincidências de vida, muito bom!!!

Adjetivos, predicados, sujeito indeterminado.

Em coração também.

Em valia, sem palavras.

Homem de coração valente.

Prudente, persistente, triturador de ódios.

Tranquilo, vai vir mais.

Tempo sem fim, em amor sem rim. Amor sem filtro.

Tudo em vogais, consoantes, plurais.

Sua vida é plural, de sentimentos.

Faz viagem como essas, de pensamentos.

Tem o zelo como companheiro.

Do chão, pés é passo de gelo.

Frio, calculado, desterro.

Destemido, fruto da intervenção de Deus.

José

Silvestre

de Moraes

Parabéns

Pai

 

 

Rafael Silvestre é jornalista com formação também em Letras. Desenvolve aulas de cidadania no extremo sul de São Paulo, no Grajaú.

A poesia nasceu em sua vida, a transformando completamente. Escreve todo sábado neste espaço. contato: rafael_jornalismo@hotmail.com

facebook.com/rafael.silvestre.71

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SLIKS

Triângulo em latrocínio de pescoço. Montagem de cores sem rosto que, em passos que riem do mundo, és ladeira, pão, pulmão, saideira, arte e prazer, sem vogal que o diz a que fazer.

Tens mutações. algumas relam rabiolas de corações, que rodam, rodam, flutuando pelos riscos e formas que o expõem por aí. Por aqui! Por cantos de encantos que uma amizade pode prover.

Da mão o passo da imaginação. Há nisso um Nilo, um São Francisco de conjecturas, formas, loucuras, tão profundas como o sorriso que o faz bem.

Há brisa também.
Há coração também.
Há linearidade também.

Há pés, pincel, pensamento, papel, pureza, plenitude,
pausa.
Respiro.
Pausa.
Respiro,
sentido, arte, grafite. Sliks.

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DESIGUALADOS

Peito com tapa, pé e olhar, rodo. Chão de cara, dor com sangue, rastejo feito verme, três pontadas no coração e uma entrega eterna.

Próximo.

Menos frio, calma e constância. Sentido obrigatório, plantas que brilham ao redor. Rodo. Chão, repulsa, chão, marcas de sola, corpo, esmola. Rastejo de cobra e? Eternidade.

Próximo.

Cabelo preto. Louro, tenro. Azul também, mas de céu de súplica. Olhos entreabertos, pele com um milhão de sinais, frio. Soluço e solidão. Rodo. Sem reação. Fora embora antes mesmo da degola humilhante de cordão.

Próximo.

Mãos com galos. Galos na roupa. Roupa de rasgo, um velho, de boa! Rodo. Torce boca, espreme a sombra para debaixo do corpo. Encolhe o desespero e parte. Partem ele.

Próximo.

Mulher. Trabalhadora qualquer. Sem escolha, vestes a flora na fauna como leoa. Só tem lábio de cor de boca. Firme, própria, quase molestada diariamente. Não é vidente, mas prevê. Rodo. Em dois tapas se vai.

Próximo.

Pirado. Falas sujas em boca de interno escuro. Doente, indigente, perdera-se com mortes e atormentações. Fracassou como homem. Rodo. Rodopio e empurrão. Com força ao chão e abertura de olhos sem fecho.

Próximo.

Lutador social. Cor na pele, tatuagem vertical. Contrapartidas, contrapontos, contragosto, contrário e avesso. Tem apreço, mas por ora não. Rodo. Chão. Esse precisa de mais dois tiros para reinventar passo no além.

Próximo.

Filho, dente de leite, inocência. Prazer, vai morrer mesmo! Então tem que ser com prazer. Chinelo de dedo, unha faltando, doce na mão, abandonado na ilusão. Sorridente.

Escapou. Vai crescer para morrer depois.

A desigualdade não vai perdoar!!!

Rafael Silvestre é jornalista com formação também em Letras. Desenvolve aulas de cidadania no extremo sul de São Paulo, no Grajaú.

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CIDADE CINZA

Com exibição de filme, Grajaú realiza debate sobre o grafite

Pintando o verbo e paredes com cores e soluções. Foi essa a resposta ouvida de maneira uníssona no primeiro grande encontro do ano na Casa de Cultura Palhaço Carequinha, no Grajaú, zona sul de São Paulo.

O evento, que aconteceu no último dia 26 de janeiro, foi organizado por várias frentes que atuam de maneira independente na cidade de São Paulo: Sala 12, Imargem, Comunicade Cidadã, Casa de Cultura Palhaço Carequinha, Fórum de Cultura do Grajaú e o Centro de Apoio e Promoção Social – CAPS.

Um debate histórico obre a importância do grafite

Na pauta do projeto o conteúdo crítico transmitido pelo provocativo filme “Cidade Cinza”, dos diretores Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, além de um especial debate sobre a importância do grafite na cidade.

Junto dos diretores do filme, marcaram presença no encontro o artista Nunca, Criolo, responsável pela trilha sonora do filme, além de Mauro e Wellington Neri, grafiteiros e educadores da região.

“Ver o Grajaú lotado trouxe a sensação de dever cumprido. O filme lutou para chegar aos cinemas, mas não se fechou simplesmente ao eixo comercial. Ele vai correndo a cidade, com projeções e debates, da Zona Sul a Zona Norte, Leste e Oeste e aos pouquinhos volta para onde ele nasceu, e fica por lá. Da rua pra rua”, garantem os diretores.

Outro excelente retorno foi a disposição do público. Cerca de 250 pessoas se reuniram para participarem das discussões. “O mérito da exibição do filme Cidade Cinza no Grajaú se deve, primeiramente, ao interesse dos

Crédito das fotos: Guaira Marques

diretores Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo em verem cidadãos reunidos e dialogando sobre assuntos que são de interesse de todos”, é o que diz Paula Medeiros de Castro, mediadora do diálogo entre os convidados.

Ativista do Fórum de Cultura do Grajaú e Educadora no CAPS, Paula entende que o compromisso dos debates que imergem das periferias, em especial a do Grajaú – berço de vários projetos e ativistas sociais – precisam acontecer com frequência. “Assim se faz a comunidade mais forte, faz a comunidade caminhar junta”, conclui.

Uma das atuais ferramentas de disseminação do conhecimento, o debate vem sendo uma proposta bastante interessante desenvolvido pelos projetos culturais e sociais das periferias. O exemplo disso são as reuniões organizadas pelo CAPS e também pelo Fórum de Cultura do Grajaú. A exibição do filme Cidade Cinza é uma prova de que a diversidade dos temas é algo valioso e que cada vez mais ganha espaço.

Participação do poeta Rafael Silvestre

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A LÁGRIMA

A lágrima corre pela poesia.
Rola,
escorrega nas letras,
em palavras,
molhando cada curva de intenção.

A lágrima chora.
não entende,
vive,
rola,
rola por entre contextos e tristezas.
É de água,
Mas vive da beleza
Que os textos lhes dão.

A lágrima vem de olho,
vai para o papel
e se transforma em gota de calmaria.

Rafael Silvestre é jornalista com formação também em Letras. Desenvolve aulas de cidadania no extremo sul de São Paulo, no Grajaú.

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EM CANTO DE PAREDE

Quadro que renasce,
duas vigas escuras,
seu canto calmo de parede.

 

Lugar de costa a suar,
de dois dias de castigo,
de pintura branca,
preta,
a cor que quiser.

 

Em canto de mãos a
a percorrer pela longitude da loucura.

 

Sem curva,
sem volta,
apenas quina para continuar tato,
tatear sem fim.

 

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PULANDO ESPAÇOS NA RAZÃO

Pulando espaços no lado escuro da razão! Mãos amarradas, para trás, conforme dizia a voz interna. Como, se não possuía coração?

Piscadas alucinantes como alcaguetes faziam lembrar alguns amigos da infância, em pé de amora e boca muito bem avermelhada, na marra da mãe e seu tapa.

Bem como agora. Está mais para roxa, sim.

Não tem cor aqui! Como se vê?

Insisto rir.

Tem.

Mas, está escuro e entendo.

Lado B na loucura, mesmo, é pé de pulo. Esquece do chão para saborear a raiva de ficar pulando. Alguns seguem pela tristeza, mas os que ouvi aqui são silêncios rasgando o ar para falar em voz de vulto.

Geram ruídos.

Mas, precisam-se haver algo profundo, que deixe o giz não mais como chamariz de nariz em cocaína. Vale a preguiça como voz de abstinência, rareando a obediência em se trazer pelo fim.

No escuro a coisa anda. Doses e doze confundem quem primeiro nasceu do outro lado do lado esquerdo e de lado, bem de lado, do mundo perfeito. Uma tal perfeita cruz acontecida e chamada de emoção.

O lado confuso é para pular, escorrendo como clareza de luz no escuro da razão.

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SEM MÉTRICA

Limites perderam-se quando quiseram limites.
Outrora eram auroras, até virarem virgens.
Branco, preto, azul, amor, calor, vertigens.

Das boas, das almas, das nuvens!!!

Sínteses de um prazer advertido na placa de contramão.

Perdão!!!

Somos rima errada, sem métrica e palavra de compaixão.

 

 

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2014

2014

Dois, zero, um, quatro. Luz, números, letras, abraço.

Flores, noites, aventuras, compassos.

Palavras e poesias, duas vezes companhia de quem quero sempre conforme passo.

Já dizia, uns vem no bom dia. Ao que chega, alegria, mais uma vez, dentro de coisas novas, satisfatórias, arredias.

2014! Um ano par de par em par, em romance constante entre a fartura e suas ternuras.

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Riquezas da Vida

Ornou de um jeito tão especial que o cabelo deu aquele balançar ao vento, claro, com a ajuda da mão. Olhos nem foram notados, o fosco vermelho que surgiu ao longo de toda a face daquela especial pessoa que cruzou por mim ficou em primeiro plano.

Como vi se meus olhos morreram?

Ontem triste sorriso repeli. Tentei ser alguém com cordas e laços, mas embaraços foram os que produziram fins como respostas ao tanto de gente que percebi ao redor das minhas poesias e canções. Nada além disso, a não ser a face dessa pessoa que hoje vi de novo.

Corações falam sem palavras.

Tento reescrever histórias quando abro os olhos, mesmo em negritude. Tento reescrever versos que o vento levou, mas estou sempre perto do fim. Com ela não.

Na passagem tranquila entre o meio do dia e a tarde, caminhei por entre chão quente e céu azul, até o momento que esfriei totalmente meu corpo. Uma mão de unhas pontudas, que cheiravam de longe, me faz parar.

Esqueci que respirava.

Dois mil pedidos, rosas ao mar, estrelas brilhantes guardadas quando criança, tudo entrou pela tremedeira da inconsistência de meus olhos. Parecia que morreria sem enxergar o que ali poderia acontecer.

Quis seguir, mas um longo abraço respondeu anos de magia das ruas.

Alguém olhava por mim todo esse tempo sem enxergar.

Enxergou por mim.
Amou por mim.
Conquistou sabores por mim.

Até que criou coragem e se entregou a mim.

Éramos, também, escuro até ali.

Rafael Silvestre é jornalista com formação também em Letras. Desenvolve aulas de cidadania no extremo sul de São Paulo, no Grajaú.

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