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POEMA DO UMBIGO

Sou umbigo.
Um só,
onde mora fiapo de tudo que é tipo.

Sou umbigo,
personificação contumaz da sensibilidade.
É encostar e arrepiar.

Sou cicatriz e digo: nunca isso quis!
Estou mais para ponto central,
buraquinho de carne afundada na moeda.
Ou não. Dedão!!!

Na sensualidade,
tenho cantos para línguas,
cotonetes,
calafrios.
Mas sempre deixo entrar quem carinho me fizer.

Incho quando tossem, puts!
Dão-me esperança de escapar e sumir por aí.

Sou umbigo.
Um só,
sempre em perigo,
pois sou nó….
…que amarra corpo inteiro.

Posso soltar rego, saco, traseiro.
Deixar tudo livre por aí.
Basta querer, basta sorrir!

Clandestino também sou.
Embigo, prazer!!!

Mas sempre serei eu.
Umbigo,
Um só.

 

 

Rafael Silvestre é jornalista com formação também em Letras. Desenvolve aulas de cidadania no extremo sul de São Paulo, no Grajaú.

A poesia nasceu em sua vida, a transformando completamente. Escreve todo sábado neste espaço. contato: rafael_jornalismo@hotmail.com

facebook.com/rafael.silvestre.71

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