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VOLUME MORTO DO MEU APREÇO

Intransigências, maltratos, desilusões.
Abismos, enganos, provocações.

Tormentas, estupidez, desencontros.
Lastimações.
Lamentações.

Descontrole.

Algumas das piores frases.
Algumas das más fases.
Todas, se puder.

Os seus quaisquer,
junto com desapropriações.

Alguns medos.
Alguns delírios.
Alguns, também,
tranquilos corações.

Tudo.

Tome,
goela abaixo,
meu volume morto,
mas disfarçado.

De uma vez
e para sempre
o tenha assim,
morto para mim.

Rafael Silvestre é jornalista com formação também em Letras. Desenvolve aulas de cidadania no extremo sul de São Paulo, no Grajaú.

A poesia nasceu em sua vida, a transformando completamente. Escreve todo sábado neste espaço. contato: rafael_jornalismo@hotmail.com

facebook.com/rafael.silvestre.71

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