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VULTOS DA SOLIDÃO

Vultos. Parede de metal, três e meia da manhã e silêncio!

Psiu!

Silêncio!

Vultos, de novo. Quentura de inferno, quatro e meia, assovios bem de longe ajudam a arrepiar.

Silêncio!

O caldo escorre na face gelada.

Olhos tão abertos e tão fechados no escuro. Vultos e agora barulho de chão.

Chão se abre. Quina de parede de metal como fuga, desespero, gritos.

Calma!

É alguém feliz. Abrace e espere o sorrir do sol.

Silêncio! Há outros vultos da solidão.

 

 

Rafael Silvestre é jornalista com formação também em Letras. Desenvolve aulas de cidadania no extremo sul de São Paulo, no Grajaú.

A poesia nasceu em sua vida, a transformando completamente. Escreve todo sábado neste espaço. contato: rafael_jornalismo@hotmail.com

facebook.com/rafael.silvestre.71

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